quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Prêmio POST MAIS IDIOTA de agosto


Parabéns, Jorge Correa!

Leia e opine, se quiseres!
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Quem sou
Jornalista diplomado, apaixonado por reportagem (fazê-las e lê-las). Aprecio o bom debate e luto em favor de causas que tornem nosso Brasil mais igualitário. Sou uma pessoa crítica, politizada, batalhadora, defensora da natureza, humilde e feliz. Tenho uma família amada e amigos queridos espalhados por todos os cantos deste imenso Brasil. Eles me dão suporte para manter a motivação para batalhar por aquilo em que acredito. [...] Estou convicto de que a carreira do jornalista não tem fim. Trata-se de um grande vício. Salutar....
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Correando
Andando, pensando, viajando, escrevendo, dedilhando.... Poderia ser qualquer título que traduzisse meu estado de espírito. Mas juntei ao meu sobrenome de guerra este meu lado inquieto que me faz andar ao mesmo tempo em que penso e escrevo. Coisa de jornalista e de um sujeito irrequieto e hiperativo. Espero que os amigos tenham gostado e defrutem, colaborem e critiquem.


(Grifos by Coisas de Idiota)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

19. Camiseta do Laranja Mecânica

Você não acha de verdade que essa camiseta faz você parecer um psicopata cool e anti-social, acha? Uma reflexão: entre (1) o líder de uma gangue juvenil que vaga pela noite espancando e estuprando inocentes escolhidos aleatoriamente, na companhia de seus comparsas amorais, e (2) o intelectual murcho e sobrancelhudo, com cara meio de Emir Sader e Darcy Ribeiro, que é espancado por essa mesma gangue, qual deles (1 ou 2) está mais próximo do indie que compra pela internet camisetinhas de edição limitada feitas por designers?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

18. Torcida anti-imperialista pela China

Não sei como eles combinaram, mas todos os idiotas que vêem o quadro de medalhas da Olimpíada fazem questão de comentar, bem alto e forçando uma gargalhada, o quanto estão radiantes com a vantagem da China sobre os Estados Unidos e como a derrota dos americanos, esmagadora, contundente, humilhante, é o presságio inequívoco de um amanhã livre da opressão imperialista yankee. Também não faço idéia de como essa gente conseguiu ser tão oprimida, e justamente por americanos. Quando tiveram a oportunidade? Na época da escola, americaninhos mais velhos roubavam deles o dinheiro do lanche? Ou será que o ressentimento contra os EUA tem a ver com o Golpe de 64, resultado de sombrias articulações entre os generais Antônio Carlos Muricy (nascido em Bridgeport, Connecticut) e Olympio Mourão Filho (Springfield, Massachusetts), o capitão Carlos Alberto Brilhante Ulstra (Bloomington, Minnesota), o cardeal conservador Jaime Câmara (Fresno, Califórnia) e os governadores de New Jersey, Magalhães Pinto, e de Nebraska, Carlos Lacerda, todos secundados pela infame Marcha da Família com Deus pela Liberdade, na qual 500 mil estadunidenses branquelos e sardentos demonstraram sua disposição de – ignorando a vontade soberana do povo brasileiro – derrubar o governo democraticamente estabelecido de João Goulart?

Ainda bem que esses abusos cometidos pelos americanos estão sendo vingados agora, e com juros, pelos campeões olímpicos chineses. Mal posso esperar pelo dia de plena prosperidade e paz em que a nação mais poderosa do planeta será uma ditadura cujo passatempo é promover execuções sumárias e cujo exército supera em número de homens a população inteira do hemisfério ocidental, mesmo contando só os generais.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Idiotas à primeira vista (5)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

17. Sutil distinção entre umbanda e candomblé

Por princípio, tudo o que desperta o interesse de antropólogos ou de argentinos é sempre ruim. O melhor exemplo são a umbanda e o candomblé, religiões tolerantes e acolhedoras a ponto de exigir de seus adeptos nada além de que sejam chatos o suficiente para dizimar a paciência de qualquer um que cruze o seu caminho castigando-o com explicações fascinantes sobre as diferenças entre... umbanda e candomblé. Não basta que você já faça o favor de chamá-las de “religião” – você tem que saber que nunca pode confundir uma com a outra, que elas nasceram em regiões totalmente distintas da África profunda (a umbanda na saudosa Rodésia e o candomblé em Jeffrey’s Bay, sei lá), que uma é cheia de sincretismo e a outra de, bom, seja lá o que for o oposto de sincretismo. Não prestar atenção a essas sutilezas é um grave desrespeito e um convite a ouvir pelo menos 20 minutos de discursinho ofendido.

domingo, 10 de agosto de 2008

16. A expressão "kafkiano"

A impressão que dá é que Kafka inventou a burocracia. Não pode pegar 15 minutos de fila no Poupa-Tempo que já sai dizendo "Enfrentei uma situação kafkiana". Uh, que citação profunda. Até a minha empregada usa esse adjetivo quando precisa preencher dois ou três formulários para matricular a filha na creche.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Idiotas à primeira vista (4)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Idiotas à primeira vista (3)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Só vai dar idiota (2)

Vocalista do Cordel do Fogo Encantado mostra no teatro a relação conflituosa entre o comércio e a poesia
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Poesia é mercadoria?A insistente pergunta retorna aos holofotes, desta vez como fio condutor do monólogo "Mercadorias e Futuro", escrito e interpretado por José Paes de Lira Filho, o Lirinha, da banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado. Habituado ao palco na condição de músico e cantador, o artista resolveu procurar nas artes cênicas o meio para se expressar. "O teatro possibilita um mergulho maior, um tempo maior de dedicação ao texto", justifica. "Além disso, ele promove a reunião da música, da palavra e da imagem." [...] "Mas a relação conflituosa entre o comércio e a poesia – o que não se vende, o que não tem preço, o que é sublime – faz parte da minha história pessoal." [...]

(Grifos do Coisas de Idiota)

sábado, 2 de agosto de 2008

15. Sampa

Ah, não. Isso não era coisa só de carioca? Por que é que agora todo mundo, inclusive em São Paulo, fala "Sampa" com a maior naturalidade, como se não fosse o apelido de cidade mais hediondo da história? "Floripa", por exemplo, não deixa de ser também dolorosamente ridículo – mas lá as pessoas são ou surfistas ou tenistas, e não se pode exigir que elas articulem qualquer palavra com mais de três sílabas. Mas "Sampa"? Não, não. Primeiro, que falar "São Paulo" não é exatamente o maior desafio do mundo; segundo, que quando uma pessoa fala "Sampa" na minha frente ela automaticamente assume a forma do Otávio Mesquita de bermudão e fazendo mini-hang-loose, mesmo que na realidade ela esteja de fraque e cartola, ou mesmo que ela seja a Juliette Binoche. "Sampa" é coisa de coroa excessivamente extrovertido, usando roupas que obviamente não foram feitas para ele. "Sampa" é uma dessas palavras (como "blogosfera" e "desigualdade") que nunca foram ditas por alguém que não fosse idiota.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

14. Coletivos

Ação. Ocupação. Arte. .

À primeira vista, chamar de "coletivo" algo que poderia muito bem ser descrito como "grupo" parece só mais um modismo de gente afetada, mas isso é preconceito, puro preconceito da sua parte. Ao manejar palavras, não existe nada mais importante que a precisão – e quem quer ser preciso sabe que não existem dois sinônimos exatos. Quando meia dúzia de artistas usa "coletivo" para se referir aos projetos que eles aprontam com seus amiguinhos, essa palavra é muito mais precisa que "grupo", porque torna desnecessário complementar com "de idiotas". Para quê gastar saliva dizendo "O grupo de idiotas Baderna Subsolo faz hoje performances anti-publicidade na avenida Paulista", quando é possível dizer a mesma coisa – de forma mais precisa e sucinta – falando apenas "O coletivo Baderna Subsolo faz hoje performances anti-publicidade na avenida Paulista"? A frase "O coletivo multipliCIDADE é um projeto de ações e intervenções urbanas" traz a mesma carga de informação, e dose muito maior de elegância, que "O bando de idiotas pretensiosos multipliCIDADE é um projeto de ações e intervenções urbanas". Mas as duas significam exatamente o mesmo.

Em nome do uso certo da palavra certa, chega de preconceito contra coletivos.